Blog

Flávio de blazer amarelo orienta duas colaboradoras que analisam vídeos no notebook

UGC: O Que É, Como Funciona e Como Usar nos Anúncios da Sua Empresa

Você provavelmente já assistiu a um vídeo no Instagram ou no TikTok em que uma pessoa comum, segurando o celular, conta como foi usar um produto. Muitas vezes, aquilo era um anúncio, e você só percebeu depois. Esse tipo de vídeo tem nome, e está mudando a forma como as empresas anunciam nas redes sociais.

UGC é a sigla de User Generated Content, ou conteúdo gerado pelo usuário: fotos, vídeos e avaliações feitos por pessoas reais, com a linguagem de quem usa o produto, e não com a cara de propaganda institucional da marca. Esse conteúdo pode nascer de forma espontânea, quando um cliente posta sobre a sua empresa, ou ser encomendado a um creator, que grava sob medida para os seus anúncios.

Neste guia, explico os formatos de vídeo, onde usar, os cuidados com a imagem de quem aparece e como a Otimize transforma esse conteúdo em criativos para tráfego pago. A ideia é que você termine a leitura sabendo se isso faz sentido para o seu negócio e o que cobrar de quem for executar. E, quando o assunto é resultado, o número que importa é o ROAS, o retorno sobre o que você investe em anúncios.

Resumo do que você vai encontrar neste guia:

  • O que é UGC e a diferença entre o conteúdo espontâneo do cliente e o UGC contratado de um creator;
  • Os cinco tipos de vídeo UGC mais usados em anúncios e quando usar cada um;
  • Onde o UGC rende mais: anúncios Meta Ads, TikTok, site e perfil orgânico;
  • Direitos de uso de imagem, prazos e o processo da Otimize em quatro passos;
  • Para que tipo de negócio funciona e resultados que já medimos;
  • Um checklist para avaliar a sua primeira campanha com criativos UGC.

O que é UGC, explicado sem jargão

Pense no UGC como a versão digital da recomendação de balcão. Em vez de a empresa dizer “nosso produto é ótimo”, quem fala é alguém parecido com o seu cliente, no ambiente dele, com as palavras dele. O conteúdo não precisa ser amador, mas precisa parecer real: câmera do celular, fala natural, situação do dia a dia e o produto sendo usado de verdade.

O termo surgiu para descrever o que os próprios usuários publicam: avaliações, fotos marcando a marca, vídeos de recebidos. Com o crescimento dos anúncios em vídeo curto, as empresas passaram a levar esse formato para a mídia paga, e nasceu um mercado de profissionais que produzem conteúdo com essa estética: os creators de UGC.

Por que esse formato chama tanta atenção é assunto para outro artigo aqui do blog. Por enquanto, basta saber que o UGC conversa com o público no mesmo tom do resto do feed, e por isso tende a ser assistido em vez de pulado. Se quiser ver essa lógica aplicada ao algoritmo das redes, leia também o nosso artigo Seu cliente ama vídeos UGC, o algoritmo também.

UGC espontâneo x UGC contratado: qual é a diferença

Quando alguém fala em UGC, pode estar se referindo a duas coisas diferentes, com custo, controle e uso diferentes na sua estratégia.

Conteúdo orgânico do cliente

É o vídeo ou a foto que o seu cliente publica por conta própria: marcou a loja nos stories, gravou a reação ao receber o pedido, deixou uma avaliação com vídeo. É ouro em credibilidade, mas você não controla a qualidade, a frequência nem a mensagem. E o fato de o cliente ter postado não dá à sua empresa o direito de usar aquele vídeo num anúncio pago, como veremos adiante.

UGC contratado de creator

Aqui, a empresa contrata uma pessoa para gravar vídeos com a linguagem de UGC, seguindo um briefing e um roteiro pensados para vender. O creator não precisa ter muitos seguidores, porque o vídeo não depende do perfil dele para ser visto: quem entrega o conteúdo ao público certo é a verba de mídia, nos anúncios. Essa é a diferença para o influenciador, contratado pela audiência que já tem. Para entender esse outro caminho, leia nosso artigo sobre marketing de influência.

Na nossa rotina com clientes, o UGC contratado é o que dá escala: várias versões de vídeo, com mensagens diferentes, para testar e descobrir qual vende mais.

Agende uma sessão estratégica.

Recomendaremos o melhor caminho para o sucesso do seu negócio na internet.

AGENDAR

Os 5 tipos de vídeo UGC mais usados nos anúncios

Não existe um único “vídeo UGC”. Existem formatos, e cada um resolve uma dúvida diferente de quem está pensando em comprar. O infográfico resume os cinco mais usados e quando cada um costuma funcionar melhor.

Infográfico com os cinco tipos de vídeo UGC mais usados em anúncios e quando usar cada um: depoimento para gerar confiança, unboxing para mostrar o produto chegando, antes e depois para evidenciar a transformação, tutorial de uso para tirar dúvidas e reação para prender a atenção nos primeiros segundos.

1. Depoimento

A pessoa conta qual era o problema, por que escolheu a sua empresa e o que mudou depois. É o formato mais versátil, da loja virtual ao prestador de serviço. Funciona melhor quando a fala é específica, com detalhes concretos, e não um elogio genérico.

2. Unboxing

O creator abre a embalagem diante da câmera e mostra o que chegou. Responde a perguntas que travam a compra on-line: é do tamanho que imagino? A cor é igual à da foto? É forte para e-commerce, cosméticos, moda e presentes.

3. Antes e depois

Mostra a transformação: o ambiente desorganizado e depois arrumado, o cabelo antes e depois do tratamento. É poderoso, mas exige cuidado com a verdade do que é mostrado. Áreas como saúde e estética têm normas próprias dos conselhos profissionais sobre esse tipo de imagem, e isso precisa ser verificado antes de gravar.

4. Tutorial de uso

O creator ensina a usar o produto ou mostra o serviço funcionando, passo a passo. Esse formato quebra a objeção “deve ser complicado” e reduz dúvidas no atendimento. Vai bem para aplicativos, equipamentos e serviços em que o cliente não sabe bem o que vai receber.

5. Reação

É o registro da primeira impressão: provar, testar e reagir na hora. A reação precisa ser genuína, porque exagero teatral derruba a credibilidade. Costuma render bem na abertura de anúncios, porque prende a atenção nos primeiros segundos.

Onde usar UGC: anúncios, site e perfil orgânico

Um mesmo vídeo UGC pode trabalhar em vários lugares, desde que os direitos de uso contratados permitam.

Anúncios Meta Ads no Instagram e no Facebook

É o destino principal. Nos anúncios Meta Ads, o UGC entra em Reels, Stories e feed, e é onde ele mais faz diferença no tráfego pago Instagram, porque se mistura ao conteúdo que as pessoas já estão consumindo. Existe ainda um formato chamado anúncio em parceria: segundo a própria Meta, ele permite que a empresa anuncie em colaboração com o creator, com as duas contas aparecendo no cabeçalho do anúncio, desde que o creator dê permissão, que pode ser revogada a qualquer momento (Meta).

TikTok

O TikTok nasceu com a linguagem do UGC, então esse criativo parece nativo lá. Muitas vezes, o vídeo gravado para o Instagram serve para o TikTok com ajustes de abertura, legenda e ritmo.

Site, página de vendas e e-commerce

Vídeos UGC na página do produto ou de vendas ajudam quem chegou pelo anúncio a confirmar a decisão: o visitante vê gente real usando o que está prestes a comprar.

Perfil orgânico

No perfil da empresa, o UGC deixa o feed mais humano e funciona como laboratório: o vídeo que engaja no orgânico é um bom candidato a anúncio. Mas é a mídia paga que coloca o vídeo na frente de quem ainda não conhece a sua marca.

Direitos de uso de imagem: o cuidado que muita empresa esquece

Este é o ponto em que mais vejo empresas se arriscarem sem perceber. O Código Civil brasileiro, no artigo 20, prevê que a utilização da imagem de uma pessoa para fins comerciais pode ser proibida a pedido dela, sem prejuízo de indenização, salvo quando houver autorização (Código Civil, Lei nº 10.406/2002). Em outras palavras: anúncio com o rosto de alguém exige autorização formal dessa pessoa.

Isso vale para o creator contratado e, principalmente, para o cliente que postou espontaneamente. Colocar o vídeo dele num anúncio pago sem autorização por escrito é pedir problema: peça permissão e formalize.

No caso do UGC contratado, o contrato ou termo de cessão precisa deixar claro, no mínimo:

  • Em quais canais o vídeo pode ser usado (anúncios, perfil orgânico, site, e-mail);
  • Por quanto tempo a empresa pode veicular o conteúdo;
  • Se o uso em anúncio pago está incluído e se haverá anúncio em parceria com o perfil do creator;
  • Se há exclusividade, ou seja, se o creator pode ou não gravar para concorrentes no período;
  • Se a empresa pode editar, cortar e criar variações a partir do material bruto.

Não sou advogado, e cada caso merece a revisão do seu jurídico. Mas a regra prática é simples: sem autorização por escrito, não vai para o anúncio.

Creator gravando vídeo de unboxing com o celular em uma sala moderna

Quanto tempo leva para ter criativos UGC rodando

A resposta honesta é: depende de variáveis que você consegue prever. O processo tem etapas que não dá para pular:

  • Curadoria: encontrar creators com o perfil certo leva mais tempo quando o público é muito específico;
  • Negociação e contrato: definir valores, direitos de uso e prazos com cada creator;
  • Envio do produto: se o creator precisa receber o produto em casa, entra o prazo de entrega;
  • Gravação e ajustes: roteiros aprovados com antecedência reduzem refações;
  • Fase de testes: depois que os anúncios entram no ar, a campanha precisa de tempo e volume de dados para mostrar qual vídeo vende mais.

O ponto que muitos empresários subestimam é o último. Colocar os vídeos no ar é o começo: os primeiros dias servem para a plataforma aprender e para enxergarmos quais criativos geram contato ou venda. Decidir com um ou dois dias de dados é a forma mais rápida de jogar fora um bom vídeo.

Como a Otimize faz UGC para anúncios, em 4 passos

Na Otimize, somos uma agência de tráfego pago especialista em UGC. Isso significa que o vídeo não é um fim em si: ele nasce pensado para rodar em campanha, ser testado e otimizado. Trabalhamos com creators de todo o Brasil, escolhidos pelo perfil de cada marca, e o processo segue quatro passos:

  1. Curadoria pelo perfil da marca: selecionamos creators que se parecem com o cliente ideal da empresa, no jeito de falar, na faixa de idade e no estilo de vida, e não apenas pela aparência ou pelo número de seguidores;
  2. Contratação e negociação: cuidamos de valores, prazos e direitos de uso, para que a empresa tenha segurança de veicular o conteúdo nos canais combinados;
  3. Briefing criativo e roteiro: definimos a dor, a objeção a quebrar, a mensagem e a chamada para ação de cada vídeo, deixando espaço para o creator falar com naturalidade;
  4. Conteúdo direto na campanha: os vídeos entram nos anúncios, são testados entre si e otimizados com base em dados de resultado, e não em gosto pessoal.

É a união dessas duas pontas que faz diferença: quem produz o criativo UGC conversa com quem gerencia a verba no gerenciador de anúncios Meta. O resultado é o que chamamos de anúncio que não parece anúncio. Você pode conhecer mais sobre esse trabalho na nossa página de gestão de Social Ads.

Empresário e analista avaliando vídeos UGC para anúncios no notebook

Resultados que já medimos com criativos UGC

Números de outras empresas não são promessa para a sua, mas ajudam a entender o potencial quando formato, mensagem, creator e mídia estão alinhados. Três casos da nossa carteira:

  • E-commerce: com criativo UGC, R$ 559,92 investidos geraram R$ 11.793,27 em faturamento, um retorno de cerca de 21 vezes sobre o investimento em anúncios;
  • Geração de leads: o custo por lead caiu de R$ 65,17 com vídeo tradicional para R$ 4,54 com UGC, cerca de 93% menor;
  • Moovz (Meta Ads + UGC): testes A/B com criativos UGC reduziram o custo por lead em 74% em oito meses de gestão ativa, de R$ 13,20 em outubro de 2025 para R$ 3,38 em maio de 2026.

Os dois primeiros casos estão detalhados no nosso artigo sobre vídeos UGC e o algoritmo. Em todos, o ganho veio de teste contínuo, não de um único vídeo milagroso.

Para que tipo de negócio o UGC funciona

O UGC tende a funcionar melhor quando a decisão de compra depende de confiança e de ver o produto ou serviço em uso. Alguns perfis em que ele costuma render bem:

  • E-commerce e varejo: moda, cosméticos, casa, suplementos, pet e presentes, em que unboxing e demonstração respondem às dúvidas da compra on-line;
  • Serviços com resultado visível: estética, limpeza, reformas, educação e bem-estar, sempre respeitando as regras de cada conselho profissional;
  • Negócios que vendem pelo WhatsApp: o vídeo gera confiança antes do primeiro contato e o atendimento já recebe um lead mais aquecido;
  • Aplicativos, cursos e produtos digitais: tutoriais e depoimentos mostram como é por dentro.

Vendas B2B muito técnicas, com ciclo longo e vários decisores, costumam pedir outros formatos junto. E nenhum vídeo salva uma oferta ruim ou um atendimento lento: o UGC potencializa o que já funciona, não substitui o básico bem feito.

O que perguntar antes de contratar UGC para a sua empresa

Se você está avaliando uma agência ou um creator, algumas perguntas separam quem entrega criativo para vender de quem entrega só vídeo bonito:

  • Como vocês escolhem os creators e como garantem que eles combinam com o meu público?
  • Quem escreve o roteiro e com base em quê? Há briefing com dores e objeções do meu cliente?
  • Os direitos de uso estão incluídos? Por quanto tempo e em quais canais?
  • Quantas versões de cada vídeo vou receber para testar nos anúncios?
  • Quem sobe os vídeos nas campanhas e como vou saber qual deles trouxe resultado?

Se a resposta à última pergunta for vaga, desconfie. O valor do UGC aparece no relatório de campanha, não no número de vídeos entregues.

Checklist: sua empresa está pronta para usar UGC?

Antes de investir na primeira leva de criativos UGC, confira:

  • ✅ Sei quem é o meu cliente ideal e quais dúvidas travam a compra;
  • ✅ Tenho uma oferta clara e um canal de atendimento pronto para receber os contatos;
  • ✅ Defini onde os vídeos serão usados: anúncios, site, perfil orgânico;
  • ✅ Os direitos de uso de imagem estarão formalizados por escrito, com prazo e canais;
  • ✅ Vou testar mais de um formato de vídeo, e não apostar tudo em um só;
  • ✅ Tenho verba de mídia para colocar os vídeos na frente do público certo;
  • ✅ Vou avaliar os resultados com dados acumulados, e não com a impressão dos primeiros dias.

Conclusão

Saber o que é UGC é o primeiro passo; usar bem é outra história. Na essência, é conteúdo com cara de gente real, feito por clientes ou por creators contratados. Depoimento, unboxing, antes e depois, tutorial e reação respondem dúvidas diferentes, e cada um tem o seu lugar na campanha.

O que transforma esses vídeos em vendas é o processo em volta deles: creator com o perfil certo, roteiro que quebra objeções, direitos de uso formalizados e teste contínuo nos anúncios. Aí o criativo deixa de ser custo de produção e vira alavanca de resultado.

Perguntas frequentes

UGC é a mesma coisa que marketing de influência?

Não. No marketing de influência, a empresa contrata a audiência do influenciador, e o vídeo é visto pelos seguidores dele. No UGC contratado, a empresa paga pela produção do vídeo, e quem leva o conteúdo ao público certo é a verba dos anúncios. Por isso, um creator de UGC não precisa ter muitos seguidores.

Posso usar nos anúncios um vídeo que um cliente postou marcando a minha empresa?

Só com autorização por escrito dele. O Código Civil protege a imagem da pessoa contra uso comercial não autorizado, e o fato de o cliente ter publicado não dá à sua empresa o direito de transformar o vídeo em anúncio. Peça permissão, formalize e defina canais e prazo.

Quanto custa um vídeo UGC?

Não existe preço único. O valor varia conforme o creator, a quantidade de vídeos, a complexidade do roteiro, o prazo e os canais dos direitos de uso e a existência de exclusividade. Além da produção, é preciso prever a verba de mídia, porque é ela que coloca o vídeo na frente do público.

UGC funciona para empresa de serviço, e não só para loja virtual?

Funciona, principalmente em serviços em que o cliente precisa confiar antes de contratar, como estética, reformas, educação e bem-estar. Depoimentos e tutoriais mostrando como o serviço acontece costumam render bem. Em áreas reguladas, como saúde, é preciso respeitar as regras do conselho profissional.

Preciso ter perfil grande no Instagram para anunciar com UGC?

Não. O alcance dos anúncios vem da verba de mídia e da segmentação, e não do tamanho do perfil da empresa ou do creator. Um perfil pequeno com bons criativos UGC e campanhas bem gerenciadas pode gerar contatos e vendas desde o início.

Sua empresa já tem anúncios que não parecem anúncio?

Flávio de terno amarelo, mãos unidas, em escritório aberto com equipe em computadores e tapete amarelo

Na Otimize, unimos a curadoria de creators de todo o Brasil com a gestão de tráfego pago no Instagram, Facebook e TikTok, para que cada vídeo UGC seja testado e otimizado com foco em venda. Se você quer saber como isso se aplicaria ao seu negócio, Fale com a nossa equipe e agende uma conversa de diagnóstico.

Fontes e referências

Compartilhar:

Facebook
Twitter
Pinterest
LinkedIn
Foto de Flávio Sabugo

Flávio Sabugo

Flavio Sabugo é Executive Coaching, Consultor e Palestrante de Marketing Digital. A mais de 20 anos se destaca na área comercial em empresas nacionais e internacionais. Apaixonado por tecnologia se especializou no mercado digital para desenvolvimento de estratégias em empresas que pretendem potencializar seus resultados através da internet.
plugins premium WordPress